Finanças

Seis dicas para quem quer começar a investir

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28/12/22

Se você está pensando em começar a investir, com certeza já enfrentou o sentimento de insegurança. A princípio, os termos difíceis e os processos complexos do mercado financeiro podem assustar os futuros investidores, e com tantas opções disponíveis, é normal ficar em dúvida de por onde começar. Mas, afinal de contas, como escolher um investimento? O que levar em consideração na hora de investir? 

Segundo a quarta edição da pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Anbima, foi traçado que o perfil do investidor corresponde a 40% da população; em outras palavras, 40% dos brasileiros são investidores.

Isso significa que cada vez mais os brasileiros estão usando os produtos financeiros como opção de investimento. Ações, títulos privados e fundos ganharam participação no portfólio dos investidores em 2020, enquanto a caderneta de poupança perdeu espaço pela primeira vez em quatro anos. Olhando por esse ângulo, percebe-se que ter os conhecimentos básicos sobre dinheiro e alinhar suas expectativas e desejos pessoais é o primeiro passo antes de começar a investir – mas existem alguns pontos a se considerar que são indispensáveis para todo iniciante.

 

  • “Por que investir meu dinheiro?”

Em primeiro lugar, você precisa entender que o dinheiro é um facilitador para alcançar seus objetivos. Independente de quais sejam os seus planos, ele permite que você realize seus sonhos, além de proporcionar qualidade de vida no presente.

Mas, para que ele tenha esse papel, é preciso que você saiba lidar bem com ele. Poupar é um dos principais hábitos que estão ligados ao ato de investir. Economizar uma parte dos rendimentos é fundamental para que você possa fazer seus investimentos.  

  • Descubra seu perfil de investidor 

Antes de começar a aplicar seu dinheiro, o ideal é que você identifique o seu perfil de investidor, também conhecido como perfil de risco. Esse perfil identifica características que determinam os melhores tipos de investimento para você.  

Atualmente, os três perfis de risco são classificados entre conservador, moderado e arrojado. Saber em qual deles você se encaixa pode evitar erros na hora de aplicar, te ajudando a não correr riscos maiores do que está preparado. Procure saber um pouco sobre os três perfis e veja com qual mais se identifica. Se ficar na dúvida entre eles, procure por testes que te ajudem a identificar qual a melhor opção para os seus objetivos. 

  • Estude sobre investimentos

Agora que você já entendeu a necessidade de estabelecer objetivos financeiros e como funcionam os perfis de risco, é hora de usar esses conceitos na prática. Existe uma enorme variedade de produtos financeiros, e cada um deles é apropriado para uma situação específica.

Entender um pouco sobre cada tipo de investimento é o ponto de virada para começar a fazer seu dinheiro render. Além de guias para iniciantes, é possível encontrar vídeos, livros e até cursos que vão te direcionar nessa jornada de conhecimento. Embora não exista uma regra, estude sobre investimentos até se sentir seguro para começar.  

  • Quanto preciso ter para começar a investir?

Uma das primeiras dúvidas de quem está de olho no primeiro investimento é em relação ao valor. Há um mito de que é preciso de altos valores para dar o primeiro passo, mas hoje é possível fazer o primeiro aporte com valores baixos. 

É importante levar em conta a sua realidade antes de estipular um valor inicial. Criar metas inalcançáveis e reservar uma quantia muito alta que te obrigue a abrir mão de muitas coisas logo de cara, pode tornar a ideia de investir frustrante e desanimadora.  

  • Não tenha dívidas

Se você tem contas atrasadas, é muito importante quitar todas as dívidas antes de comprometer o seu dinheiro com os investimentos.  Quando você possui dívidas, não consegue acumular um patrimônio porque sempre estará sofrendo com os juros que podem virar uma bola de neve. 

Comece fazendo um levantamento dos valores totais e procure as empresas para negociá-los. Pode ser, inclusive, que você consiga algum tipo de desconto ou parcelamento.

  • “Em quanto tempo terei meu retorno?”

Quando começamos a investir, a ansiedade pode falar mais alto em relação aos resultados que esperamos. Por isso, antes de escolher onde aplicar seu dinheiro, também é importante decidir quando, aproximadamente, você vai precisar desse dinheiro de volta. 

Digamos que o seu investimento é pensando em pagar um curso no próximo ano, para uma viagem que você queira fazer daqui a dois anos ou para ou trocar de carro daqui a cinco. Leve em conta um prazo que case com um dos seus objetivos com o dinheiro investido e escolha o melhor método ou instituição.