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Inovar também é simplificar: aprendizados do Startup Summit 

Data de Publicação: 23/06/26

Participar do Startup Summit foi uma oportunidade de olhar para os desafios da previdência complementar a partir de outra perspectiva: mais aberta, mais ágil e mais conectada à busca por soluções práticas. Entre palestras, conversas com startups e a apresentação de um desafio real da ELOS, a experiência mostrou que inovar nem sempre significa criar algo complexo. Muitas vezes, significa simplificar processos, escutar diferentes pontos de vista e transformar problemas do dia a dia em oportunidades de melhoria. 

Logo no início, o ambiente do evento chamou atenção. O Startup Summit reúne profissionais de diferentes áreas, startups, empresas e instituições interessadas em tecnologia, novos modelos de trabalho e soluções para problemas concretos. Mais do que assistir a apresentações, os participantes circulam, conversam, trocam experiências e entram em contato com formas diferentes de pensar. 

Nesse contexto, a presença da ELOS foi especialmente relevante. A previdência complementar é uma área técnica, regulada e diretamente ligada à segurança financeira de participantes e assistidos. Por isso, muitas mudanças exigem análise, responsabilidade e cuidado. Ainda assim, isso não impede que o setor busque soluções mais simples, eficientes e próximas das necessidades das pessoas. Pelo contrário: a inovação pode ser uma aliada importante para melhorar processos, ampliar a qualidade do atendimento e tornar a experiência dos participantes mais fluida. 

O momento mais marcante da minha participação foi a apresentação do desafio de Prova de Vida e Recadastramento para as startups. À primeira vista, parecia uma tarefa simples. Na prática, exigiu um exercício importante de síntese e comunicação. Era preciso organizar bem o problema, explicar sua relevância em pouco tempo e demonstrar, de forma clara, como ele afeta a rotina da entidade e a experiência dos participantes. 

Esse exercício mostrou algo essencial: antes de buscar uma solução, é preciso saber formular bem o problema. Quando conseguimos explicar com clareza qual é a necessidade, quem é impactado por ela e que resultado esperamos alcançar, aumentamos as chances de encontrar caminhos mais efetivos. 

O contato com as startups também trouxe uma reflexão importante. Muitas delas têm uma forma bastante objetiva de olhar para os desafios. Em vez de partir de estruturas complexas, procuram identificar a dor central: o que precisa ser resolvido, para quem e com qual impacto. Essa abordagem ajuda a perceber que, em alguns casos, processos criados para garantir segurança e controle podem se tornar mais complexos do que o necessário. O desafio é preservar o rigor sem perder de vista a simplicidade para quem utiliza os serviços. 

Outro aprendizado foi a importância da agilidade. Em instituições que lidam com dados sensíveis, normas e responsabilidades de longo prazo, as mudanças naturalmente exigem prudência. Ainda assim, o contato com esse ecossistema de inovação mostrou que é possível testar ideias, ouvir diferentes perspectivas e buscar melhorias contínuas sem abrir mão da segurança.  

Depois dessa experiência, passei a enxergar minha área de atuação de forma mais ampla. Antes, meu olhar estava mais concentrado na execução cotidiana das atividades. Agora, percebo com mais clareza a importância de observar os processos de maneira crítica e estratégica, identificando oportunidades de melhoria e novas formas de realizar tarefas que fazem parte da rotina. 

A troca com pessoas de outras áreas também foi muito enriquecedora. Muitas vezes, quando estamos envolvidos diariamente com os mesmos processos, deixamos de perceber alternativas simples. O diálogo com profissionais de diferentes formações e experiências ajuda a ampliar a visão e pode revelar soluções que não surgiriam dentro de uma única perspectiva. 

Time da ELOS participa do Startup Summit – Foto: arquivo pessoal

No fim, o Startup Summit reforçou uma ideia importante: inovação não precisa ser algo distante, restrito à tecnologia ou associado apenas a grandes transformações. Ela também pode estar em pequenas melhorias, em perguntas bem formuladas, na simplificação de etapas e na disposição de rever formas de trabalho. 

Para a previdência complementar, esse aprendizado é especialmente valioso. Inovar não significa abandonar a prudência que o setor exige, mas usar novas ideias e ferramentas para tornar processos mais eficientes, seguros e acessíveis. A experiência mostrou que, quando há abertura para aprender, dialogar e experimentar, mesmo desafios conhecidos podem ganhar novos caminhos. 

Sem dúvida, foi uma vivência importante para meu desenvolvimento profissional. Mais do que participar de um evento de inovação, pude compreender, na prática, como novas formas de pensar podem contribuir para a evolução do trabalho e para a melhoria dos serviços oferecidos aos participantes e assistidos da ELOS. 

Rafael Ribeiro

Analista de Seguridade da ELOS. Bacharel em Administração e pós-graduando em Gestão da Previdência Complementar pela CEDCORP.