Finanças

Longevidade: como manter a qualidade de vida?

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18/01/23

A palavra “envelhecer” carrega o estigma de algo que ficou ultrapassado, antigo e até obsoleto. Segundo o dicionário Houaiss, a palavra “longevidade” tem um significado bem mais atrativo, o de uma vida mais longa do que se espera ter.

É importante ter em mente que uma idade mais avançada não precisa significar estagnação e falta de produtividade. Embora a passagem do tempo seja implacável, é possível sentir os anos passarem com mais suavidade e bem-estar. Podemos buscar enxergar, primeiramente, que o processo de envelhecimento, se aposentar e ver as novas gerações chegando, não é o fim da vida, e sim o início de uma nova fase. Segundo as pesquisas científicas mais recentes, as próximas gerações poderão viver até os 120 anos mantendo uma boa saúde. 

No Brasil, as atuais gerações já estão vivendo bem mais que suas antecessoras. Em 1940, a expectativa de vida não passava dos 40 anos, enquanto que em 2019 já estava em torno dos 75 anos. Este número teve uma queda para os 72 anos, em razão da pandemia de Covid-19, mas o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está confiante que logo mais este número se normalize.

O que fazemos hoje influencia amplamente o nosso futuro, por isso a expectativa de vida de uma população está relacionada às condições em que ela leva durante sua juventude. Um exemplo disso é o Japão, onde se vive uma média de 84 anos, e que ocupa o 1ª lugar no ranking de expectativa de vida, organizado pela ONU, entre 193 países. O Brasil ocupa o 69º lugar e Serra Leoa (África) se encontra na última posição, com as pessoas vivendo até os 52 anos.

Esse indicativo no avanço da longevidade é muito positivo, mas também traz algumas preocupações em relação às políticas públicas, à medicina e várias outras questões, incluindo a viabilidade da previdência social. Pensando nos anos que ainda estão por vir depois que paramos de trabalhar, como podemos manter uma vida tranquila? 

O ato de envelhecer precisa ser encarado como um projeto. Além de cultivar bons hábitos e buscar manter o corpo e a mente saudáveis, é fundamental levar em conta o fator financeiro da terceira idade, estabelecendo um planejamento para a aposentadoria.

Quem deseja viver muitos anos com tranquilidade, precisa buscar o quanto antes acumular uma reserva financeira. A previdência complementar é uma opção sustentável de prover recursos para o futuro, aproveitando cada momento deste novo ciclo com qualidade e bem-estar. 

A previdência complementar, no entendo, não serve apenas para quem está começando agora. Se você já se aposentou ou está próximo disso, por que não começar um novo fundo previdenciário, pensando nos projetos que ainda podem ser postos em prática nessa nova fase? Lembre-se, nunca é tarde para realizar um sonho ou iniciar algo novo!