Entenda o atual cenário econômico

O aumento da taxa de juro real ao longo do mês provocou desvalorização na carteira de vários investidores, especialmente daqueles que possuem títulos públicos com prazo de vencimento de longo prazo. 

 

Os profissionais da área de investimentos estão tendo que administrar as perdas. E mostrar para os participantes que, com o passar do tempo, as posições das carteiras voltarão a contabilizar lucros. 

 

O aumento dos juros tem o efeito de provocar a queda imediata do valor de mercado dos títulos de renda fixa. Com taxas mais altas agora, é preciso desembolsar menos para acumular a mesma quantia quando as taxas eram menores. 

 

Imagine uma aplicação com resgate fixado em R$ 1 mil com correção pela inflação e vencimento daqui a um ano. Com juros de 3,5% ao ano, o valor dessa aplicação é de R$ 966. No entanto, se os juros sobem para 5,5% ao ano, a aplicação passa a valer R$ 948, queda de quase 2%. Se o prazo de resgate do título for maior, as perdas aumentam. Os prejuízos ocasionados pela subida dos juros reais são refletidos imediatamente no valor das cotas dos planos de benefícios. 

 

Quando a taxa de juro real estava em queda, alongar os prazos não era um problema. Bastava comprar títulos com vencimentos mais longos para conseguir ganhos acima da média dos indicadores de referência. A marcação a mercado das aplicações provocava um efeito oposto ao que se verifica nas condições atuais. 

 

Em pouco mais de três meses, uma série de fatores provocou mudanças radicais na forma como os investidores passaram a encarar o futuro da economia brasileira. O aumento da taxa Selic, incertezas em relação ao compromisso com o equilíbrio fiscal e a ameaça de déficit externo provocaram uma reviravolta nas expectativas. 

 

A situação do desempenho da bolsa anda um pouco crítica também. Preocupações, no cenário interno e a recuperação dos Estados Unidos tem provocado mudança nos fluxos de capitais no mundo. Quanto mais a economia norte-americana se recupera, mais investidores tiram recursos de países emergentes para colocar em títulos públicos dos EUA, considerados os mais seguros do mundo.

 

Fonte: Valor Econômico

 



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