O Ativo Total apresentado a seguir é composto pelas contribuições dos participantes e patrocinadoras, efetuadas até 31 de dezembro de 2020, bem como os resultados obtidos por meio de suas aplicações e investimentos para o mesmo período.
Ativo Total Administrado em 2020: R$ 3.528.885 mil
Parte deste valor já está comprometido com obrigações assumidas pela entidade, tais como:
No quadro a seguir, é possível observar que o Ativo Líquido no final do exercício de 2020 foi de cerca de R$ 3,4 bilhões e déficit aproximado (com o ajuste de precificação) de R$ 228 milhões.
Além das contribuições correntes efetuadas pelos participantes e patrocinadoras, o valor abaixo inclui contribuições extraordinárias e recursos provenientes de contribuições contratadas, realizadas no ano de 2020, já descontadas as taxas administrativas.
Abaixo o valor total de benefícios pagos no ano de 2020, como aposentadorias, pensões e auxílios.
O quadro de participantes da Fundação ELOS apresentou pequeno crescimento em relação ao ano de 2019 devido a entrada de novos participantes no Plano CD. Com o processo de incorporação da Eletrosul pela CGTEE em janeiro de 2020, os funcionários da CGTEE que não possuíam plano de previdência, puderam aderir ao Plano CD.
Por Rogério Brenand Pazzim – nosso gerente de investimento
O primeiro mês do ano, apesar da turbulência internacional com o conflito Estados Unidos e Irã, começava em um cenário otimista. Já havia uma pequena preocupação em relação à epidemia de coronavírus na China, mas nada que nos fizesse prever o tamanho da crise sanitária e econômica que estava por vir. Havia grande incerteza sobre o impacto econômico do coronavírus, que tinha levado a fortes medidas de contenção por parte do governo chinês, mas não imaginávamos que isso se alastraria pelo mundo todo. A desaceleração da economia no primeiro trimestre era esperada, mas a extensão da queda e consequente retomada eram incertas. No cenário nacional, dados sugeriam um crescimento mais tímido no início do ano de 2020. A taxa básica de juros - Selic estava em 4,50% no final de janeiro.
No início de fevereiro, o Copom se reuniu e cortou novamente a taxa Selic, levando-a para 4,25%. O dólar valorizou 6,41% frente ao Real, impulsionado principalmente pelo aumento da aversão ao risco em decorrência dos impactos da disseminação do coronavírus. Na última semana de fevereiro, pós Carnaval, o mercado sofreu forte correção por conta do coronavírus. As bolsas globais caíram fortemente, com quedas não observadas há anos em índices de ações e outros ativos de risco, enquanto os títulos americanos e ouro valorizaram, movimento conhecido no mercado financeiro como "flight-to-safety" (voo para a segurança). Neste contexto, o Ibovespa amargou o pior mês desde maio de 2018 (crise dos caminhoneiros), caindo 8,43%, e desta forma acumula queda no ano de 9,92%.
Em 2020, a bolsa brasileira apresentou a maior queda dentre os principais indicadores de renda variável do mundo. Um primeiro trimestre de recordes negativos: Dow Jones, Ibovespa e petróleo tiveram os piores primeiros três meses da história. Com a disseminação do novo coronavírus pelo mundo, vieram as medidas de contenção. Como consequência, a paralisia econômica levou a uma recessão mais intensa do que em 2009. Os Bancos Centrais implementaram medidas de afrouxamento monetário e de sustentação do crédito, enquanto os governos abriram o cofre para uma expansão fiscal que não se via desde a crise financeira de 2008.
Em agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou novamente a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 2,25% para 2,00% a.a., ao seu menor patamar histórico. Foi o quarto corte realizado desde o início da crise causada pela pandemia.
No mês de novembro, o otimismo tomou conta dos mercados financeiros ao redor do mundo, com praticamente todos os ativos apresentando excelentes retornos. A divulgação dos resultados de eficácias de vacinas foi o principal catalizador deste cenário de euforia. Nem mesmo o aumento de casos de COVID-19 reduziu o apetite dos investidores.
E no último mês do ano, mais uma vez, os estímulos monetários e fiscais salvaram o mês. O Federal Reserve, banco central dos EUA, anunciou que poderia aumentar ainda mais seu balanço nos próximos meses, se necessário, o mercado financeiro entendeu que isto era um sinal de que mais estímulos viriam.
No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, rentabilizou 9,30%. No exterior, o S&P 500 e o MSCI World, principais índices de ações dos EUA e do mundo, rentabilizaram 3,71% e 4,14% respectivamente. O Ibovespa fechou o ano, com rentabilidade de 2,92%, bem abaixo dos 31,58 registrados em 2019.
O ano de 2020 foi sem precedentes na história recente. Dada a gravidade da situação, podemos dizer que até que terminou bem em termos de rentabilidade. Fechamos o ano abaixo dos alvos de rentabilidade e das metas atuariais, mas registramos uma boa recuperação do preço dos nossos ativos. A pressão inflacionária também incomodou e reduziu as rentabilidades reais.
Os períodos de crise são preocupantes, geram estresse aos investidores, porém, geralmente abrem importantes oportunidades de ganhos futuros. Nosso time de investimento aproveitou as janelas de oportunidades e fez novos aportes em renda variável, totalizando R$ 109 milhões para os três planos de previdência.
No mercado de renda fixa, buscamos investimentos com melhor retorno. Compramos DPGE¹ (Depósito a Prazo com Garantia Especial) com taxa de IPCA + 5% a.a. Na data da compra, comparando o DPGE com a NTN-B 2022, que tinha taxa de IPCA +3,00% a.a., conseguimos um spread ²de 200 bps acima da NTN-B.
Aumentamos também a nossa exposição em investimentos estruturados e estudamos a nossa entrada em investimentos no exterior, que deve ocorrer em 2021.
Realizamos e apresentamos no final de 2020 ao Conselho Deliberativo os estudos de ALM ³ (gestão de ativos e passivos) para os Planos de Benefício Definido. Foram aprovados para ser implementados em 2021.
1- O DPGE é um título de renda fixa representativo de depósito a prazo criado para auxiliar instituições financeiras – bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento, de investimento, além de sociedades de crédito, financiamento e investimentos e caixas econômicas – de porte pequeno e médio a captar recursos. Assim, confere ao seu detentor um direito de crédito contra o emissor.
2- Spread nada mais é do que a diferença entre o preço da compra e o preço da venda de uma transação financeira
3- Estudo de ALM (Asset and Liability Management) tem o objetivo de conciliar a estratégia de investimentos da carteira com o fluxo de receitas/despesas previdenciárias, atuarialmente projetado.
As despesas apresentadas a seguir estão de acordo com a planificação contábil do Plano de Contas definido pela PREVIC e de acordo com o Plano de Gestão Administrativa, proporcionando maior transparência e facilidade no acompanhamento das contas da Fundação.
As fontes de receitas da ELOS são originadas da taxa administrativa dos planos previdenciais que administra. Para o plano BD-ELOS/ELETROSUL, a receita administrativa é proveniente do percentual sobre as contribuições, de acordo com o plano de custeio. Para o plano CD ELETROSUL, é a taxa de administração incidente sobre o total dos recursos administrados. E, para o plano BD-ELOS/Engie, as despesas administrativas são reembolsadas pela patrocinadora.
TOTAL DAS DESPESAS
Nas despesas com pessoal e encargos estão inclusos os encargos incidentes sobre a folha de pagamento, inclusive a remuneração variável que faz parte do Plano de Benefícios da Fundação. Cabe ressaltar que as Despesas de Gestão Interna de Investimentos também estão inclusas.